terça-feira, 29 de novembro de 2011

Coreografia Carmem Miranda "Apresentação da Escoloa Theodoro de Bona"

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Dança Jazz

Dança Jazz

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

AS MARAVILHOSAS MÃES MÁS

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de disser-lhes: " Eu os amei o suficiente para ter perguntado: onde vão e a que horas regressarão? Eu os amei suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia. Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram da mercearia e os fazer dizer ao dono" Nós roubamos isto ontem e queríamos pagar".

Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto com vocês 2 horas, enquanto limpavam o seu quarto; tarefa que eu teria realizado em 15 minutos. Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o dasapontamento e também as lágrimas nos meus olhos. Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo, os amei o suficiente para dizer-lhe não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.Estou contente, venci... porque no final vocês venceram também! E qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, meus filhos vão lhes dizer quando eles perguntarem se sua mãe era má: "Sim... Nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo. As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço, e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.

E ela obrigava-nos a jantar à mesa, bem diferente das outras mães, que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde nós estávamos a toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos que íamos sair, mesmo que demorássemos só uma hora ou menos. Nos tínhamos vergonha de admitir, mas ela  violou as leis de trabalho infantil. Nos tínhamos de lavar a louça, fazer as camas, lavar a roupa, aprender a cozinhar, aspirar ao chão, esvaziar lixo e todo tipo de trabalhos cruéis.

Eu acho que ela nem dormia a noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.Ela insistia sempre conosco para lhes dizermos a verdade, apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela até conseguia ler nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava nossos amigos tocarem a buzina para que nós saíssemos. Tinham de subir, bater a porta para ela os conhecer. Enquanto todos podiam sair a noite com 12,13 anos, nós tivemos de esperar pelos 16. Por causa da nossa mãe, nós perdemos imensas experiências da adolescência. Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubos atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomo presos por nenhum crime. Foi tudo por causa dela. Agora que saímos de casa, nos somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nooso melhor para sermos "pais maus", tal como a nossa mãe foi.
Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: não há suficientes MÃES más..



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